quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Mais um clichê de amor



Que bom que eu te encontrei.
Te procurava já fazia algum tempo, doía o pensamento de nunca te achar. Mas eu achei.
No meio dessa multidão você estava, a minha procura também.
Encontrei os cabelos macios por onde meus dedos se entrelaçariam, e se perderiam sem preocupação.
Olhando para o vasto mundo, me perdia em meus loucos pensamentos e me culpava. Me culpava porque não sabia que havia de errado comigo. Era completa, mas era vazia.
Trombei algumas pessoas, mas não eram você.
Não tinham o seu brilho no olhar, nem essa doce voz que me faz sonhar de olhos abertos.
Meu corpo não encontrou o seu, foi a alma, que gritava dentro de mim por ser incompleta sem ti.
E então enxerguei, a alegre verdade, quando tocou-me sem nem ao menos usar as mãos.
Não demoraste, foi no tempo certo. Em qualquer outro momento, haveríamos nos perdido.
Que bom que eu te encontrei.
Bem embaixo desse céu azul, um único sorriso fez morada em meu peito.
Foi o toque dos seus lábios e o fechar dos olhos, que me trouxe a certeza do sentimento mais sincero que nascera.
Era para ser. E foi.


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